O presidente do Brasil conquistou o direito de comemorar o dia do GOLPE MILITAR DE 64.

No dia do GOLPE “DAY” (direita adora americanizar) poderemos comemorar com todos os requintes de memória representativa.
Desfile (parada) com carros alegóricos. As classes mérdia alta e rica oferecerão tratores e veículos de suas empresas com funcionários sindicalizados nus no Pau de arara sendo currados com camundongos que entrarão intestino adentro roendo a mucosa das paredes intestinais e o povo de bem aplaudirá extasiado e aos gritos a reação agonizante do torturado, mulheres grávidas sendo estupradas por agentes codinominados, unhas arrancadas com alicates antes com requintes de pontilhados por baixo com agulhas, filhos de sequestrados sendo tirados dos pais e dados à militares ou suas esposas estéreis;
No asfalto a parada com fanfarras, tanques, no ar revoada de aviões sobrevoando a população que assiste faz panfletagem de versículos bíblicos, madames e senhores impolutos trajados à caráter se emocionam e aplaudem ouvindo o grito de seu líder urrando lembranças “em memória de Carlos Alberto Ustra“, o dentista simpatizante e dedo duro borra-se de merda diante da impossibilidade de gozar e chora;
Uum general carcomido pela dignidade falida encontra sua serventia andando às custas de pernas finas e uma barriga desmesurada amargando a frustração de já não valer sua voz de comando e sua significação na caserna carreia pela meio fio dando tapa na cara dos que se desequilibram no aglomerado e pisam no asfalto, o carro mais esperado pelas filhas viúvas de seus pais militares que morrerão solteiras para não perder a gorda pensão deixada pelo papai é o do afogamento com choques nos testículos.
“NÃO REPITAM ESSAS ATROCIDADES EM CASA, ISSO É APENAS UM TRABALHO DIDÁTICO PARA UMA PÁTRIA GRANDE COM DEUS ACIMA DE TUDO, BRASIL ACIMA DE TODOS” diz a faixa trazida pelas mocinhas com saias plissadas de cor azul bandeira, camisetas brancas e de boininhas verde oliva.
Há cheiro de tecido de roupa guardada usada em guarda-roupa de madeira velha fedendo à naftalina no consciente obscuro desses abjetos cidadãos pseudo do bem, esses escarros da história sórdida da humanidade.
(…)