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Bom dia!

A música de hoje é Perdendo Dentes (John Ulhoa / Fernanda Takai)

OUÇA:


Pouco adiantou
Acender cigarro
Falar palavrão
PERDER a RAZÃO

Eu quis ser EU MESMO
Eu quis SER ALGUÉM
Mas sou como os outros
Que não são ninguém

Acho que eu fico mesmo diferente
Quando eu falo tudo o que penso realmente
Mostro a todo mundo que eu não sei quem sou
Eu uso as palavras de um perdedor

As BRIGAS que GANHEI
NEM UM TROFÉU
Como lembrança
Pra casa eu levei

As BRIGAS que PERDI
ESTAS SIM
Eu nunca esqueci
EU NUNCA ESQUECI

Meu plágio poético da primeira estrofe:


Agora vamos entender um pouco da letra. Faça também a sua interpretação.

– Observe como o eu lírico começa se lamentando por algo que ele defendeu, lutou tanto que chegou a “acender cigarro, falar palavrão e perder a razão”; mas apesar de tanta luta não teve resultado.

– Para que ele lutou tanto? Para “ser alguém”, ou seja, ser realizado, se sentir especial! Mas, como toda essa luta “pouco adiantou”, por isso ele é uma pessoa comum, igual a todo mundo que ele acha que “não são ninguém”.

– Como ele não se tornou quem queria, acabou se resignando a ser apenas mais um cidadão, igual a todo mundo, ele ainda pensa diferente da sociedade mas quando fala com alguém finge pensar igual a todos (“uso as palavras de um perdedor”).

– Ele sente que suas conquistas não foram valorizadas por ninguém, nem por ele mesmo, por isso nem a lembrança sobra na figura de um troféu. Já as suas derrotas, essas são sempre lembradas e estão constantemente lhe lembrando que ele é um perdedor.

Pato Fu – Agora veja o vídeo da interpretação: