O assessor especial da Presidência Tércio Arnaud Tomaz confessou ter idealizado, além da página ‘Bolsonaro Opressor’ no Facebook, cinco outras contas semelhantes nas redes sociais e diz que repassa vídeo para fomentar o canal do também bolsonarista Allan Santos.

Em depoimento à Polícia Federal no inquérito que apura a organização e o financiamento de atos antidemocráticos, o assessor especial da Presidência da República Tércio Arnaud Tomaz, confessou ter idealizado, além da página ‘Bolsonaro Opressor’ no Facebook, cinco outras contas semelhantes nas redes sociais: ‘Bolsonaro Opressor 2.0’, ‘Bolsonaro News’, ’20 Oprimir’, ‘Extrema Vergonha na cara’ e ‘Nordestinos com Bolsonaro 2018’.
Além disso, o assessor apontado como integrante do “gabinete do ódio” admitiu participar de um grupo de WhatsApp com o blogueiro de direita Allan dos Santos, investigado também no inquérito das fake news e responsável pela edição da página criadora e disseminadora de fake news Terça Livre, vinculada ao clão Bolsonaro.
A informação é do jornalista Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo, que teve acesso a trechos do depoimento em que o assessor de Jair Bolsonaro contou como mantinha contato com a milícia virtual bolsonarista.

Anderson passou a entrar em contato com o declarante (Tércio) por meio de aplicativo de mensagens Whatsapp, com solicitação de material que pudesse ser publicado no canal do Foco do Brasil. QUE o declarante normalmente durante viagens, eventos ou entrevistas do Presidente da República realiza (ou recebe) pequenas filmagens que possam ser distribuídas para canais ou mídia tradicional, situação que abarca o canal do Foco do Brasil”, diz um trecho do termo de depoimento.

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