O fato da Lua quarto-crescente nascer ao meio-dia e se pôr exatamente à meia-noite, faz da Lua um representativo símbolo da Maçonaria. É a maneira de lembrar ao maçom o dever de aumentar os conhecimentos que recebe. Assim, quando o Sol está em seu zênite, ao meio-dia em ponto, é quando a Lua quarto-crescente nasce, a qual se põe à meia-noite em ponto. A Lua representa o segredo a ser revelado, a busca pela verdade, a palavra perdida e prestes a ser encontrada, ou até mesmo a ressurreição. A fase da Lua Quarto Crescente ocorre quando o Sol e a Lua estão em signos que se encontram a 90° de distância entre si, formando uma quadratura, o que representa desarmonia de qualidades. Portanto, quando a Lua estiver crescente, nossos planos serão testados e tudo o que estiver em curso deverá ser sustentado e defendido com firmeza. Nesta fase, é exigida maior dedicação e comprometimento em tudo que desejamos realizar, pois este é o primeiro estágio para desenvolver novos projetos, já que muitas barreiras, como também muitas oportunidades, são encontradas no caminho.

A Lua simboliza os ritmos biológicos, e as fases da vida, pois ela passa regularmente por um ciclo de vida, uma vez que é um astro que cresce, diminui, desaparece e cresce novamente. Assim, a Lua está submetida à lei universal do devir, do nascimento e da morte, sendo a representação da passagem da vida para a morte, e vice-versa.

A Lua é passiva, receptiva. É fonte e símbolo da feminilidade e da fecundidade. É a guia das noites, é o símbolo dos valores noturnos, do sonho, do inconsciente e do conhecimento progressivo, evocando a luz nas trevas da tenebrosa escuridão da noite.

Ela simboliza um princípio passivo e fecundo: a noite, o frio, a umidade, o subconsciente, o sonho, o psiquismo, e tudo que é instável e transitório, bem como está relacionada com a reflexão.

A periodicidade das fases da Lua faz com que ela seja o astro dos ritmos da vida. A Lua rege as renovações cósmicas e terrenas, pois é ela que controla todos os elementos que são também regidos pela lei do devir, como as chuvas, a vegetação, a fertilidade, etc.

Esse satélite simboliza o tempo que passa, o controle do tempo, o tempo vivo para o qual a Lua serve como medida, devido à regularidade de suas fases

Os povos antigos cultuavam a Lua como a deusa mãe e senhora dos mistérios. As suas misteriosas fases interferem diretamente sobre a vida na Terra..

Na mitologia antiga, o símbolo gráfico do crescente lunar era usado pelas sacerdotisas celtas e magos de alta linhagem. Ainda hoje, a lua crescente é a fase lunar mais usada em todas as culturas, para potencializar pedidos de realização dos projetos de amor, prosperidade e crescimento espiritual. E cada povo ou cultura trás seus referencias:

Islâmica: Representa a medida do tempo. A média lua representa a divindade e a soberania. É o símbolo do Islã e uma amostra clara é sua representação nas bandeiras de todos os países islâmicos.

Africana: O tempo e a morte. Mas em algumas tribos associam-na com os arbolès, e em outras significa uma deidade masculina.

Ameríndia:A idosa que nunca morre” e “A donzela da água”. Relaciona-se com a palmeira e o milho em América do Sul e em Norte-américa com uma árvore. A lua cheia assemelha-se com a luz do Grande espírito, e em algumas tribos representa um poder maligno.

Budista: Paz, serenidade, beleza. A lua cheia e a nova indicam tempos de fortaleza do poder espiritual. Também é símbolo de unidade ou do eu. A lua e as águas juntas representam a natureza não obstrutiva.

China: A essência do princípio feminino da natureza, o passivo e transitório mas também a imortalidade.

Cristã: A lua é a morada do arcanjo Gabriel, a segurança ou pureza.

Egípcia:A criadora da duração eterna”. A média lua principalmente é a Rainha do Céu.

Thoth é o deus egípcio da Lua e o criador da escrita, de modo que representa não só a escrita, mas também a sabedoria, as artes, a ciência e a magia.

Segundo a lenda, a intenção de Thoth em criar a escrita era tornar os egípcios mais sábios, além de reforçar a memória dos acontecimentos.

Representado com corpo de homem e cabeça de íbis – uma ave que se assemelha a uma garça ou uma cegonha -, essa divindade, por vezes, pode ser encontrada com o aspecto de uma espécie de macaco típico da África – os babuínos. Assim, pelo fato de estarem associados ao deus, os babuínos são considerados sagrados no Egito.

Na Alquimia, o deus Hermes Trismegisto é uma combinação do deus grego Hermes e de Thoth, uma vez que ambos representam a escrita e a magia nas suas respectivas culturas.

Quase todas as deusas na Grécia possuíam um aspecto lunar. Porém, como a Lua passa por fases, cada uma dessas deusas representava uma parte de sua simbologia, e nenhuma delas era um símbolo completo da Lua.

Selene, uma deusa que quase não aparece na mitologia grega era considerada a fase cheia, (ela teve cinqüenta filhos) símbolo da jovem mãe, Hécate, a anciã, por sua vez era a associada à fase minguante e Ártemis, a deusa jovem e sem filhos era considerada a fase crescente da Lua.

Outras deusas lunares seriam Ishtar na Babilônia, Cibele uma deusa frigia. Parvati na Índia.

Outras deusas gregas como Réia, Géia, Hera, Deméter e Perséfone, também encarnavam princípios lunares.

É digno de nota, também, que o simbolismo da Lua estava diretamente ligado aos animais. A divindade lunar Hécate era associada ao cão tricéfalo Cérbero, Artemis era representada por uma ursa, Cibele por uma leoa.

O símbolo de Atena, a deusa da sabedoria e da justiça, era uma coruja uma vez que ela possuía um mascote que, segundo a lenda, lhe revelava os segredos da noite mediante seu poder de clarividência, inspirados pela lua. A coruja é animal votivo dos gregos que personifica a visão racional e reflete a inteligência que luta contra a ignorância.
A Coruja é usada como símbolo do mais alto grau do Rito Moderno na maçonaria.

Do facebook de Bruno Macedo em 9 de junho de 2016