Com mais 2.438 óbitos registrados nas últimas 24 horas, país chega a 293 mil. Total de casos se aproxima de 12 milhões.


Com mais 2.438 óbitos em consequência da covid-19 registrados nas últimas 24 horas, o Brasil se aproxima de 300 mil mortes em um ano da pandemia. Mantido o ritmo atual, a triste marca será atingida no meio da próxima semana. Até este sábado (20), são 292.752 óbitos, com um total de casos próximo dos 12 milhões (11.950.459). Os dados são do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).
Foram 511.524 casos registrados nesta semana (79.069 nas últimas 24 horas), maior número desde o início da crise. E o período que vai do último domingo (14) até hoje termina com 15.661 óbitos confirmados, um total também recorde. A curva segue ascendente. Nas duas semanas anteriores, o Conass havia apurado 10.104 e 12.766 mortes no país, respectivamente.

Situação caótica

Do total de óbitos, 131.100 foram registrados na região Sudeste, sendo 67.414 em São Paulo. Na sequência, vêm Nordeste (63.786), Sul (41.125), Norte (30.629) e Centro-Oeste (26.112).
O Brasil apresenta um quadro caótico na rede de atendimento, com hospitais lotados, falta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e profissionais sobrecarregados, e agora com ameaça de falta de medicamentos. O governo segue no seu diapasão retórico. E está há dias sem ministro: embora já anunciado, Marcelo Queiroga ainda não assumiu. No próprio site da Saúde, continua aparecendo o nome de Eduardo Pazuello. Na primeira aparição pública, Queiroga foi visto usando a máscara de forma incorreta, com parte do nariz de fora.

Maioria aponta vacinação lenta

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) chegou a apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar Jair Bolsonaro a adquirir vacinas suficientes para a imunização em massa. E o Ministério Público solicitou ao Tribunal de Contas da União (TCU) afastamento do presidente da “gestão” da pandemia.
Segundo pesquisa do instituto Datafolha, 76% dos brasileiros afirmam que a vacinação está ocorrendo em ritmo mais lento do que deveria. Para 18%, a velocidade é adequada e para 6%, até mais rápida do que o necessário. Foram entrevistadas 2.023 pessoas, entre segunda e terça-feira (15 e 16).

Fonte: Por Redação RBA