[su_heading size=”20″ align=”left”]”Eu espero uma fala única, uma fala unificada. Porque isso leva para o brasileiro uma dubiedade. Ele não sabe se escuta o ministro, o presidente, quem ele escuta”, disse o ministro Luiz Henrique Mandetta, em entrevista à TV Globo[/su_heading]

Em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, voltou a defender o isolamento social e deu uma declaração que eleva a tensão na relação já conturbada com Jair Bolsonaro.
Quando você vê as pessoas entrando em padaria, em supermercado, grudadas, isso é claramente uma coisa equivocada. Eu espero uma fala única, uma fala unificada. Porque isso leva para o brasileiro uma dubiedade. Ele não sabe se escuta o ministro, o presidente, quem ele escuta”, disse o ministro.
Mandetta prevê momento mais difícil da pandemia em maio e junho. “Virão 60 dias muito duros. Serão de dois a três meses de muitos questionamentos, especialmente contra o Ministério da Saúde“.
Segundo ele, “quem vai escrever essa história é o comportamento da sociedade“. “Se cada empresário achar que sua atividade é essencial e voltar a atuar, o Ministério da Saúde vai mostrar na semana seguinte: ‘esse setor fez isso com as nossas cidades’“, afirma o ministro.
Luiz Mandetta também diz que não existe possibilidade de fazer teste em massa na população. “O planeta Terra inteiro quer o produto que nós queremos“, explica.
Sobre relação com Jair Bolsonaro, o ministro afirma:[su_quote]Ela preocupa, porque a população olha e pensa assim ‘será que o ministro é contra o presidente da República?’ E nosso inimigo, nosso principal adversário é o coronavírus. Se eu estou ministro da Saúde, é por obra de nomeação do presidente. O presidente olha muito também pelo lado da economia. O ministério da Saúde entende, mas olha mais pelo lado da proteção à vida. Eu espero que a gente possa ter uma fala única, uma fala unificada, porque isso leva ao brasileiro uma dubiedade. Ele não sabe se ele escuta o ministro ou o presidente[/su_quote]
A mudança de tom reforça as especulações de Mandetta tenha ficado furioso com a ameaça de Jair Bolsonaro de demiti-lo na última segunda-feira (6) e precisou ser contido por amigos próximos, que foram acionados pelo general Walter Braga Netto.
Além disso, Bolsonaro tem reiterado o discurso em que pede o fim do isolamento social para que o comércio reabra. Mas além do discurso, Bolsonaro tem feito passeios por Brasília e aglomerado e cumprimentando apoiadores.

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.