Recentemente, a Amazônia foi alvo de grandes incêndios, que devastaram a região, causando diversos danos à floresta brasileira e provocando uma reação imediata de um dos maiores investidores da Escandinávia.

O investidor que controla mais de R$ 933 bilhões em fundos, a Nordea Asset Management, anunciou que estava colocando a dívida do governo brasileiro em quarentena devido aos riscos políticos e ambientais, cita o jornal Financial Times.
Uma vez que a Nordea Asset Management está investindo dinheiro em nome de seus clientes, nós devemos sempre analisar as incertezas políticas e ambientais para gerenciar os riscos financeiros“, declarou um investidor da Norwegian.
A medida foi tomada em decorrência da grande perda da Floresta Amazônica do Brasil, que até julho teve um aumento de 30% de desmatamento.
Seguindo os investidores, a empresa H&M também reagiu e anunciou que não compraria couro brasileiro até que os danos ambientais na Amazônia sejam reduzidos.
 Vista aérea de queimada na Floresta Amazônia, vista à partir da cidade de Porto Velho, capital de Rondônia.
©ANDRÉ CRAN/FOLHAPRESS
Vista aérea de queimada na Floresta Amazônia, vista à partir da cidade de Porto Velho, capital de Rondônia.
Uma das principais causas das queimadas na Floresta Amazônica seria a queima ilegal para limpeza da área, com o objetivo de obter mais terras para criação de gado e, consequentemente, para elevar a venda de couro para o mercado exterior.
De acordo com Peter Taylor, diretor de ações da Aberdeen Standard Investments, sediada em São Paulo, os investidores locais estão cada vez mais se concentrando em questões socioambientais.
[su_highlight background=”#d71161″ color=”#fdf9fa”]As perdas da Amazônia são fruto do trabalho de grupos criminosos em parceria com madeireiros ilegais ou com o narcotráfico, o que está causando um grande problema para as empresas que trabalham legalmente[/su_highlight] e seguem princípios éticos.
[su_highlight background=”#d7af11″ color=”#ea0d44″]Um dos grupos que está na lista negra do investimento norueguês é o grupo brasileiro de frigoríficos JBS, que estaria ligado à corrupção no país. Já a Vale também entra na lista, mas devido aos recentes acidentes envolvendo a empresa.[/su_highlight]
Apesar de toda essa ação e pressão internacional para que medidas de preservação ambiental sejam tomadas, empresas brasileiras acabaram ignorando por julgarem ser um “ato perverso contra o Brasil”, conclui o jornal.

Fonte: Sputnik – Wilson Dias/ Agência Brasil